Mostra de estudos acadêmicos

Estas ANOTAÇÕES DE ESTUDOS ACADÊMICOS representam momentos pontuais nos quais ex-alunos das disciplinas de Anatomia, da Faculdade de Medicina na Universidade de Brasília, registravam, no formato de ilustrações, suas observações durante atividades práticas,  ”talvez”, buscando uma forma significativa de vencer os desafios e dificuldades na fixação da aprendizagem e na construção de saberes a respeito do corpo humano, ou seja, em relação ao seu objeto de estudo. Sobre as ATIVIDADES DE ENSINAR ANATOMIA E ARTE, destaca-se que estas estiveram historicamente entrelaçadas. Andreas Vesalius (1514-1564), professor de cirurgia e ilustrador anatômico, em 1543 marcou o início da ciência moderna na publicação de sua obra, o De Humaní Corporis Fabrica. Sandres e O`Malley (2010) ao traçarem um esboço bibliográfico do “Mestre Bruxelas” comentaram que a publicação “Trata-se indubitavelmente da maior contribuição isolada das ciências médicas, mas é muito mais do que isso: é um magnífico exemplar de arte criativa, a combinação perfeita de forma, tipografia e ilustração”. As Gravuras do Segundo Livro [Os Músculos], apresentam-se como quinze ilustrações nas quais o sistema muscular está retratado em diferentes planos de aprofundamento (Lemos e Carnevale, 2002.p.98-125). Gravuras intrigantes e que continuam a despertar curiosidade e interesse pelo estudo da anatomia e de suas ilustrações, ao longo da história das ciências da saúde. As ilustrações desta mostra, segundo o relato de um professor pioneiro da Faculdade de Medicina, foram produzidas espontaneamente por alunos para fixar a aprendizagem. Destaca-se aqui que tradicionalmente “uma boa aula” de anatomia exigia do aluno capacidade de “memorização para prova”. Anastasiou e Alves (2006), (citando Not (1993) e Reboulo 1982, p.27) a respeito do processo de ensinar, trouxeram para reflexão que as sínteses temporárias (no caso específico da anatomia “a decoreba”, grifo nosso) podem fazer com que o estudante desconecte a informação técnica das pesquisas científicas que as originaram podendo o aluno, na percepção de Not (1993), “utilizar-se até a mesma linguagem, com as mesmas palavras, principalmente na hora da prova". "O aluno registra palavras ou fórmulas sem compreendê-las (...) habituando-se a crer que existe  uma língua de professor” (Rebout, 1982,p.27). A memorização ou sistema temporário, diferentemente da arte, não é criativa, porque neste processo fica excluído o aluno como sujeito, como gente. Desconsiderar a fala, o olhar a história, as memórias é talvez a imposição  de uma ação passiva, que no caso do estudo do corpo humano desmotiva e desobriga o cérebro a construir uma imagem mental do esquema corporal.

A arte de ensinar anatomia estará na  dúvida, na incerteza? Ou seja, "...na dinâmica da busca por respostas, conforme Anastasiou (2006 p.15) ...O saber inclui uma saber o quê, um saber como, um saber por quê e um saber para que”. Visite a galeria de anotações de estudos aqui postados e sinta-se livre para concluir qual das anotações lhe chamou mais atenção no sentido de integrar a arte e a ciência de perceber o corpo. 

 

 

Figura 1 - Desenho ...
Figura 2 - Estrutura...
Figura 3 - Desenho r...
Figura 4 - Represent...
Figura 5 - Desenho e...
Figura 6 - Represen...
Figura 7 - Desenho e...
Figura 8 -Desenho re...
Figura 9 - Desenho d...
Figura 10 – Ilustraç...
Figura 11 - Desenho ...
Figura 12 - Desenho ...
Figura 13a - Desenho...
Figura 13b – Desenho...
Figura 14 - Represen...
Figura 15 - Represen...
Figura 16 - Represen...
Figura 17 - Desenho ...
Figura 18 - Desenho ...
Figura 19 - Represen...
 
 
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